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Cortázar e nós, seus herdeiros

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Capas dos livros "Contos Completos volume I" - Julio Cortázar, "Biblioteca além do tempo" - Pedro dos Santos e "Som do fim do mundo", de Maicon Moura.

Cheguei à metade da #MaratonaCortázar, com a conclusão do primeiro volume de “Todos os contos“, que englobam todas as narrativas curtas do mestre argentino Julio Cortázar publicadas entre 1945 e 1966. Que viagem, meus amigos, que viagem! Trago aqui mais algumas percepções e, de brinde, duas leituras contemporâneas, de autores nacionais que (muito provavelmente) beberam de Cortázar e Borges. Afinal, é exagero dizer que todo apaixonado por contos é, antes, apaixonado por pelo menos um entre Poe, Borges e Cortázar?

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Murakami e o impiedoso escritor de maravilhas

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Capa do livro "O Fim do Mundo e o Impiedoso país das Maravilhas", de Haruki Murakami

“Em um lugar onde nada é normal o jeito é se adaptar à ausência de normalidade.” Essa frase de “O fim do mundo e o impiedoso País das Maravilhas“, livro lançado em 1985 por Haruki Murakami mas que só agora desembarcou no Brasil, via Alfaguara, resume bem nossa relação com a obra do autor.

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Mais leituras e uma novidade dupla

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Perdi o controle mensal de leituras. As que estavam iniciadas acabaram atropeladas por outras. Planos foram revistos, novidades aceitas, devoramentos de páginas substituídos por outras tarefas. Enfim, a vida. Fato é que consegui uma mistura eclética de estilos, eras, autores e gêneros. Quantidade não é qualidade, ou vice-versa.

Como estou nos preparativos finais para um lançamento (!) duplo (!!) de contos reeditados mais inéditos (!!!), tanto de ficção científica quanto de realismo mágico/ fantástico (!!!!), do qual falarei mais para quem aguentar chegar ao final deste post, dei atenção especial ao formato.

Mudarei a forma de agrupar os lidos também. Se preferirem as mini-resenhas antigas, protestem nos comentários que ou eu revejo ou ignoro os apelos.

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Como construir um passado melhor

O incrível Silvio Meira tem uma metáfora fantástica para o tempo presente: um moedor de cana. Ele, o presente, nada mais é do que um estado transitório entre infinitas opções de futuros, dos quais escolhemos um (nosso próximo passo), e a cana moída, que é o passado.

Por essa lógica, não existe um presente, um hoje estável sobre o qual nos apoiarmos. Temos bagaço, o que passou, e temos uma constante escolha de qual insumo futuro usaremos para alimentar a máquina que transforma o amanhã em ontem. Só o passado é real.

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Lidos nos idos de maio – livros e contos

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Capas dos livros

Sobre a imortalidade de Rui de Leão
Fim das religiões (L.Z.X. Maia)
O metamorfo da lua quadrada (Rogerio Pietro)
O assassino das pétalas negras
e (Maysa Santiago)
Final do Jogo, de Julio Cortazar

Maio foi um mês interessante em leitura de livros e contos. Fui no caminho fácil, previsível até, ao seguir com a Maratona Julio Cortázar e ao me surpreender com um SciFi de Machado de Assis. Mas enveredei por gêneros e formatos que não me são habituais, incluindo calhamaços, YA e suspense. A ousadia rendeu frutos, com três ótimas experiências em textos nacionais. Vem comigo mergulhar nas leituras de maio.

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Feliz Dia da Toalha! Feliz Dia do Orgulho Nerd!

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Capas dos livros Guia do Mochileiro das Galáxias e IVUC - A Iniciativa C'ach'atcha, um marcador de livros do selo Saifers e a hasthtag Dia da Toalha 2024

O Dia da Toalha existe porque uma pessoa, um dia, nos ensinou a importância de sempre levar uma toalha por onde quer que a gente vá. É a mesma data escolhida para o Dia do Orgulho Nerd (ou Orgulho Geek), que nos ensina a importância de comprar mais livros, revistas, bonequinhos e jogos.

A data é uma homenagem, você sabe, a Douglas Adams, autor de o Guia do Mochileiro das Galáxias. É o livro perfeito para quem busca a resposta para a vida, o universo e tudo o mais.

O Guia do Mochileiro foi uma revelação pra mim. Descobri que dava pra construir um universo inteiro, uma história de ficção científica frenética e cheia de crítica social, usando humor. E humor nonsense, meu favorito. Foi uma obra fundamental, inspirando tecnologias, obras de arte e do universo pop.

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Grito de gol

Uma poltrona com texto Grito de Gol escrito no costado.

O time avança pelo grande círculo, recua para o volante, dele para o lateral, que penetra no campo ofensivo. Fatia a bola para o ponta direita que invade a área, ataque perigoso, pedala, toca para trás na chegada do camisa 9 que manda um tiro de perna direita… para fora!

Jorge está sentado em sua poltrona preferida, olhos vidrados, de frente para a TV. O brilho verde do gramado em alta definição se reflete na prataria na estante e no copo em que Henrique bebe uma cerveja. Ele arrota. Pousa o copo sobre o tampo de jacarandá do móvel baixo. A borda úmida e gelada deixa uma pegada na madeira. Procura algo na gaveta de cima. Depois na de baixo.

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O que eu tenho lido? Vem que te contos!

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O que tenho lido? Vem que te contos!

Charlotte Sometimes, do Fabio Fernandes
Contagem Regressiva, do Roque Valente
Tentei salvar o planeta de um asteroide em um site adulto, de Douglas Domingues
e Bestiário, do Julio Cortázar

Dediquei as últimas semanas a contos e livros de contos, começando por mais um livro da Maratona Julio Cortázar: logo ele, o clássico, o fundamental, o magnífico Bestiário, e engatando Contagem Regressiva, de Roque Valente, Charlotte Sometimes, de Fábio Fernandes e Tentei Salvar o planeta de um asteroide em um site adulto, de Douglas Domingues. O que achei? Vem que te contos!

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