Alexandria chegou esbaforida do canto número 2, de onde veio contornando o chafariz central. Fios do cabelo grudavam na testa suada e salpicada de terra escura. As mãos, ainda mais sujas, espalhavam o substrato pelo rosto a cada tentativa de soltar os cabelos que emolduravam um sorriso raro, iluminado por olhos radiantes.
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literatura
Vó Asblergh no pódio! Meu conto “Como cozinhar humanos” é um dos três finalistas da categoria Narrativa Curta de Fantasia do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica 2025!!!
Testando um formato novo aqui, mezzo post de blog, mezzo news de Substack, mezzo (eu sei) microblog.
Escrevo essas palavras no Dia da Consciência Negra. E ainda na rebordosa da divulgação da edição 2024 da pesquisa Retratos da Leitura, que revela que somos um país que lê cada vez menos. A Bíblia é o livro mais lido, como sempre. Mas há uma queda significativa na leitura de Infantis, histórias em quadrinhos, poesia […]
Nas últimas semanas, devorei dois livros do John Scalzi, autor que ainda não tinha lido, e mais um da Becky Chambers, que já morava em meu coração. “A Guerra do Velho“, “A Sociedade de Preservação dos Kaiju” e “Salmo para um robô peregrino” foram excelentes experiências e renderam muitos aprendizados.
Cheguei à metade da #MaratonaCortázar, com a conclusão do primeiro volume de “Todos os contos“, que englobam todas as narrativas curtas do mestre argentino Julio Cortázar publicadas entre 1945 e 1966. Que viagem, meus amigos, que viagem! Trago aqui mais algumas percepções e, de brinde, duas leituras contemporâneas, de autores nacionais que (muito provavelmente) beberam […]
“Em um lugar onde nada é normal o jeito é se adaptar à ausência de normalidade.” Essa frase de “O fim do mundo e o impiedoso País das Maravilhas“, livro lançado em 1985 por Haruki Murakami mas que só agora desembarcou no Brasil, via Alfaguara, resume bem nossa relação com a obra do autor.
No post anterior, contei para vocês da ousadia em fazer um lançamento duplo. Aqui está. “Como cozinhar humanos” é o livro-irmão de “Parafuso solto no chip do quengo“. Se o “Parafuso…” se concentra em textos de ficção científica, aqui a receita traz, como ingredientes, narrativas fantásticas e cotidianas.
Perdi o controle mensal de leituras. As que estavam iniciadas acabaram atropeladas por outras. Planos foram revistos, novidades aceitas, devoramentos de páginas substituídos por outras tarefas. Enfim, a vida. Fato é que consegui uma mistura eclética de estilos, eras, autores e gêneros. Quantidade não é qualidade, ou vice-versa. Como estou nos preparativos finais para um […]
Maio foi um mês interessante em leitura de livros e contos. Fui no caminho fácil, previsível até, ao seguir com a Maratona Julio Cortázar e ao me surpreender com um SciFi de Machado de Assis. Mas enveredei por gêneros e formatos que não me são habituais, incluindo calhamaços, YA e suspense. A ousadia rendeu frutos, […]