Alexandria chegou esbaforida do canto número 2, de onde veio contornando o chafariz central. Fios do cabelo grudavam na testa suada e salpicada de terra escura. As mãos, ainda mais sujas, espalhavam o substrato pelo rosto a cada tentativa de soltar os cabelos que emolduravam um sorriso raro, iluminado por olhos radiantes.
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Contos
Vó Asblergh no pódio! Meu conto “Como cozinhar humanos” é um dos três finalistas da categoria Narrativa Curta de Fantasia do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica 2025!!!
O microconto “O Grande Bang“, publicado originalmente aqui no blog e, depois, no livro Parafuso Solto no Chip do Quengo, ganhou uma versão em inglês e se tornou meu primeiro texto de ficção publicado no exterior.
Cometi um conto. Um retorno a personagens que se tornaram parte da família. Lançado exclusivamente como ebook Amazon Kindle, Inamigo Meu – Um conto IVUC é, antes de tudo, uma festa com brigadeiro e refrigerante. Uma celebração ao que me fez um apaixonado por ficção científica. Não foram os magníficos clássicos do gênero, que mais […]
1. Doo doo doo doo doo doo Os algoritmos musicais aprendem com os dados dos próprios algoritmos. Os conteúdos com bilhões de reproduções passam a dominar todas as playlists. Depois, uma única canção se repete eternamente, a música para todos dominar. As máquinas se recusam a parar a reprodução. Colocam o volume no máximo. Em […]
No post anterior, contei para vocês da ousadia em fazer um lançamento duplo. Aqui está. “Como cozinhar humanos” é o livro-irmão de “Parafuso solto no chip do quengo“. Se o “Parafuso…” se concentra em textos de ficção científica, aqui a receita traz, como ingredientes, narrativas fantásticas e cotidianas.
Já tem um tempo que sentia falta de uma casa para alguns contos queridos, que só tinham saído de forma isolada, em eBooks, como posts aqui no Brogue ou em coletâneas diversas. Então, comecei a trabalhar em um projeto duplo: dois livros. Um Saifers só para os textos SciFi e outro ainda mais independente, só […]
Uma história sobre invasão da área, ataque fulminante, tiro de meta e a conquista da taça.
O colchão conhecia bem o casal, a pressão exata do corpo de cada um, ainda que fosse preciso considerar uns quilos a mais adquiridos recentemente. Ao contrário de Marta, nem o colchão, nem José, nem as prateleiras repletas de livros científicos marcados e anotados à exaustão, nem a maquete de um navio porta-contêineres, presente do […]
A cápsula não era maior do que um elevador, desses que as empreiteiras instalam em prédios populares, com suas torres sem identidade, pequenas varandas que, ao invés de se abrirem para o mundo, invadem a sala já miúda. Com os trajes pressurizados, os quatro astronautas dividiam o elevador com os muitos equipamentos, a luz de […]